Intercâmbio e Internacionalização na FMJ

A Faculdade de Medicina de Jundiaí, por meio do departamento conhecido como CLEV (Coordenação Local de Estágios e Vivências), composta pelos próprios alunos, é responsável pela ida e a vinda de estudantes. A atual presidente da CLEV e aluna do 3º ano, Julia Brigagão de Carvalho Sugai, conta que recebe intercambistas desde 2013 e envia alunos da FMJ para o exterior, desde 2015.

Já passaram por esta experiência 39 estudantes da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) e 63 estudantes estrangeiros foram recebidos em Jundiaí. Os alunos que vão são previamente selecionados e preencheram alguns pré-requisitos necessários para vivenciar estágios médicos fora do Brasil. Os requisitos são publicados em edital e de acordo com sua pontuação, o candidato escolhe o local.

“Existem critérios de pontuação bem rigorosos, são necessárias muitas atividades extraclasse no currículo para conseguir a classificação adequada e como consequência o país desejado”, explica Julia. Os estudantes permanecem no intercâmbio por até um (1) mês em outro país, realizando pesquisa científica ou experimentando a rotina de hospitais.

O objetivo do estágio é proporcionar uma troca cultural, além da oportunidade de expandir conhecimentos e ganhar experiência. O aluno tem alguns custos para ter essa experiência. ”É a chance que o estudante tem de conhecer diferentes sistemas públicos de saúde”, conta a estudante.

“O intercâmbio pode transformar a carreira deste futuro médico e contribuir para complementação da formação acadêmica, trazendo uma visão diferenciada sobre o mundo. Uma experiência no exterior muda tudo, muda a forma de pensar de agir deste estudante. Incentivamos essa prática na FMJ”, acrescenta o diretor da FMJ, Prof. Dr. Evaldo Marchi.

Para o Prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado, essa vivência dos estudantes no exterior é fundamental. “Nossa Faculdade de Medicina oferece aos estudantes a oportunidade de trazer um pensamento inovador e uma experiência importantíssima, colaborando com o processo de internacionalização da cidade. Os estudantes que vão para fora, apresentam Jundiaí para o mundo”, acrescenta.

O intercâmbio é realizado pela IFMSA (International Federetion of Medical Student’s Associations) através DENEM (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina), responsável pela organização do estágio e seleção dos alunos brasileiros que querem ter experiência de um estágio em outro país.

“O intercâmbio me permitiu vivenciar todos essas experiência, aplicá-las na realidade brasileira, com as nossas ferramentas e no nosso ambiente de trabalho. Me fez mais humana. Após a experiência, mudei meu olhar. Meu maior objetivo é cuidar das pessoas”, explica Thamires Pazetti, do 5º ano, que conheceu Cuba em 2018 e a Bósnia Herzegovina em 2019, através dos programas oferecidos pela CLEV-DAPAB.

A FMJ participa desse projeto desde 2013 e já esta entre as faculdades que mais recebem estudantes estrangeiros. Recebemos na faculdade: 63 estudantes estrangeiros, desde 2013. Esses estudantes vieram dos seguintes lugares do mundo: Holanda, Polônia, Rússia, Irâ, Dinamarca, peru, Itália, Turquia, Equador, Bolívia, Egito, Tunísia, Egito, Gana, Kwait, Espanha, Marrocos, Bulgária, república Tcheca, Grécia, Romênia, Indonésia, Tailândia, Filipinas, Chile, Reino Unido, Egito, Polônia, Índia e Servia.

Os estudantes da FMJ já foram para os seguintes países: Rússia, Grécia, Polônia, França, Portugal, Chile, México, Indonésia, Turquia, Sérvia, Finlândia, França, República Tcheca, Bósnia e Herzegovina, Eslováquia, Letônia e Argentina.

Atualmente essa atividade esta paralisada em função da pandemia.

*Depoimento da aluna do 5º ano, Thamires Pazetti que viveu essa experiência em dois momentos durante sua vida acadêmica*.
Tive a oportunidade de conhecer Cuba em 2018 e a Bósnia Herzegovina em 2019 através dos programas oferecidos pela CLEV-DAPAB. Cada estágio ofereceu uma proposta diferente, desde a observação e contato com o sistema de saúde cubano até atividades voltadas para o conhecimento acadêmico no departamento de cirurgia cardiovascular em Sarajevo.
Em Cuba, visitei universidades, clínicas de família de bairro, instituições de educação em saúde, instituições destinadas a idosos, gestantes e crianças e hospitais de alta complexidade e densidade tecnológica. Durante aquele mês em Cuba, notei a importância da atenção primária e integral na prevenção de doenças e desaceleração do processo de adoecimento. Devido à limitação de recursos, o país intensifica o uso da profilaxia, de controle de determinantes modificáveis de saúde e da aplicação da semiologia no atendimento clínico, que resulta na diminuição da demanda por procedimentos complexos, maus prognósticos e melhor eficiência do fluxo dentro do sistema. Assim, trouxe na minha bagagem, a importância de estimular nossas medidas públicas de prevenção, a educação em saúde e o crescimento do SUS, para que de fato, um dia ele seja universal.
Na Bósnia, vivenciei a rotina do hospital de Sarajevo, a observação da intensidade no uso de tecnologias e técnicas para o diagnostico e tratamento de doenças coronarianas e vasculares com riqueza de recursos. Foram três realidades contrastantes onde os profissionais buscam fazer o melhor que podem com as ferramentas que estão à disposição.
Fica dica para os alunos que estão chegando na instituição: participem dessas oportunidades que nos tiram da zona de conforto. Desenvolvendo um novo olhar será possível extrair novas vivencias e experiências, além das paredes da FMJ. A gente se torna mais humano, enriquece nossa vida e busca uma medicina cada vez mais pareada com a ciência e que tenha como maior objetivo cuidar de pessoas.
Thamires no hospital de sarajevo